31 de Out de 2009

O dia das bruxinhas (e uma crónica sobre a classe médica, entre outras coisas…para verem o meu grau de raciocínio)

Sim, parece que hoje é o dia 31/10/09. Não, não existe nenhuma catástrofe que ocorrerá, pelo menos que eu saiba, pois a soma dos números dá 14…ou seja, se fosse treze, ainda metia medo, agora 14 não mete medo a ninguém. Assim, sem catástrofe, temos o Halloween. O famoso dia das bruxas, que ficou celebrizado na América, e que visitou o nosso país, dando um saltinho, e, como viu que isto é quentinho (estamos no mês de Novembro e estão temperaturas calorosas. O ano passado já andava duas mangas, hoje apeteceu-me andar sem nenhuma), resolveu ficar.

A vida de bruxa deve ser complicada. Primeiro, têm de andar sempre mal vestidas. Sim, a moda agora também manda andar esfarrapado, mas aquilo é demais. Depois, têm de deixar crescer as verrugas. Hoje em dia com os Tallon’s (para mim o Povoas é para gordos e o Tallon é para compor a carinha, significando esta “carinha” várias partes do corpo) que por ai andam, com os espelhos que se espalham, torna-se complicado não querer ir a um cirurgião. Nunca a vida de bruxa foi tão difícil. Depois tem de ter os dentes podres (e a partir de agora a generalização de dentista passa a ser Mónique…só por uma coisa, se Povoa é uma cidade, Tallon lembra-me Tailândia, tem de existir alguém como capital…sim, isso é verdade o que vocês dizem: capital têm eles todos…e bem maior do que o meu) e os Mónique’s que seguem não deixam uma cárie passar. E isto não é uma hipérbole: parece que quando aparecem uma cárie a frente, só lhe surge uma ideia na cabeça: esse dente tem de sair. Sai dente, sai dinheiro. Entra novo dente, continua a sair dinheiro. É complicado entender. Se tiram algo, também tiram…logo se colocam, também deveriam colocar. Mas eles têm sempre um argumento: colocam a carteira mais leve…e assim já ninguém precisa de consultar o Povoas. Só pensam nos doentes.

Mas, e continuando, a vida de bruxa continua difícil pois têm dois problemas com as vassouras: primeiro, cada vez mais as pessoas não possuem as vassouras com “partes baixas” de “madeixas” de madeira (fiz aqui uma metáfora…descubram qual). Cada vez as vassouras são de plástico, o que complica a vida. Alguém já viu uma bruxa digna a andar em vassoura de plástico?

O segundo problema é que o vassouroleo está cada vez mais caro. Apesar de ser um combustível limpo (ao contrário das bruxas…imaginem o flagelo para a humanidade que seria se as vassouras funcionassem a gasóleo…imaginem a libertação de CO2 libertado para a atmosfera…gosto tanto de pleonasmos), pois funciona a luz lunar (sem nenhuma ofensa para quem gosta da lua), cada vez mais os painéis custam. E, para colocarem os painéis, as vassouras têm de sofrer uma adaptação. Ou seja, cada vez mais existem menos bruxas (apesar de cada vez existirem mais…sempre pensei que as bruxas passavam os poderes, agora começo a acreditar que eles desenvolvem-se por mitoses. É muito esquisito imaginar uma mitose numa bruxa… (tempo para imaginar) …conseguiram? E ficaram com a mesma imagem arrepiante que eu?).

Ainda nos faltam falar de alguns problemas. Primeiro, este problema da gripe A, que veio a provocar cada vez mais dificuldades a classe etária das bruxinhas. Habituadas a ambientes nada infestados com insectos, as bruxas tiveram de aprender normas de segurança para sobreviverem a este flagelo.

As bruxas nunca aprenderam a lavar as mãos porque, e passo a explicar, nunca se cumprimentavam. Crónicas medievais referem que as bruxas cumprimentavam-se com um baixar do chapéu, como os cavaleiros faziam, colocando a dúvida se seriam bruxas ou bruxos. E, assim, deixavam as damas, desesperadas por adulterar o marido, na dúvida (claro que não refiro o adultério do marido…isso era prática usual. Já naquela altura as mulheres gostavam de ter os mesmo direitos que os homens, como mais tarde conseguiram...). Com o passar dos tempos, a bruxaria passou de moda, por isso as famosas bruxas ficaram sem contacto social. Com o renascer desta tradição, e com este vírus, tiveram de aprender a lavar as mãos. Para isso, o Ministério da Saúde libertou uma norma especial, a distribuir entre as associações “Bruxinhas e companhia”, “As Bruxas Visentinas” e, para acabar, o maior sindicato o “BEBE – bruxas que efectuam bruxedos engraçados”, que delibera mais dois paços: limpar a verruga com gel e sabão e, após utilizar o caldeirão, deixar aquilo a ferver em água e sal, e só depois preparar a sopa.

E, já que falo de caldeirão, falemos do último problema para as bruxas: com o aparecimento das panelas, o caldeirão foi perdendo interesse. Alguém já viu uma bruxa tentar deitar pele de cobra na panela? Aquilo prende ao fundo. Assim, torna-se impossível fabricar veneno para ratos, entre outras coisas, que ficam nos segredos das bruxas. As panelas são o pior problema, ainda por cima as de pressão: o fígado de boi e o cérebro de vaca não cozinham bem a pressão, e juntado o papo de galinha, aquilo fica com uma cor esquisita.

Escrevo assim este texto para esclarecer os problemas que a sociedade das bruxas passam agora. Não descriminaremos as bruxas, visto que há cada vez um número maior delas na sociedade. Forças bruxas…pois, como diz o rapaz da esquina (que por acaso chama-se Pedro), não acredito em bruxas, mas que hás há, há.

PS:Este texto foi escrito com uma pistola apontada a cabeça, por isso bruxinhas, se for para culpar alguém, culpem os magos…foram eles que me obrigaram

Happy Halloween

3 dissertações:

isabel disse...

Os comprimidos, Manel!!! Olha os comprimidos!! xD GOSTEI! Acho que todas as bruxas deviam ler isto. E todos os que não pertecem a esse mundo diferente também, para terem consciência das dificuldades que essa classe tem. xD

(até vou fazer publicidade no meu blog)

D.Bollha disse...

Bem, decidi seguir o conselho do blog da tua prima e de facto não me arrependi!
Náo fazia ideia das dificuldades que esta classe enfrenta...aliás vou já demosntrar a minha solidariedade a todas as bruxas que conheço!loool!

António Guerra disse...

É isso mesmo...vamos apoiar as bruxinhas...

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